Jair critica arbitragem, solta palavrão e se diz orgulhoso com Corinthians

Jair critica arbitragem, solta palavrão e se diz orgulhoso com Corinthians

10 de novembro de 2018 0 Por Clayton Lima
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Jair Ventura tem como regra para si não falar sobre arbitragem. Nesse sábado, porém, o assunto inevitavelmente foi abordado pelos jornalistas na entrevista coletiva que sucedeu o empate por 1 a 1 entre Corinthians e São Paulo, principalmente depois de Andrés Sanchez detonar os responsáveis pelo apito.

Jair até tentou evitar, mas acabou, de fato, culpado o gol não validado de Danilo por uma queda emocional da equipe depois do gol são-paulino. O técnico, inclusive, lembrou o gol anulado de Pedrinho na Copa do Brasil.

“É difícil trabalhar ali embaixo. O emocional é muito forte. Nós somos seres humanos, é difícil você ver um gol seu legal ser anulado. Por isso que está acontecendo (a queda emocional). Se começarem a validar nossos gols que são legais, a gente vai ficar um pouco mais feliz. Isso é a reposta. É só começar a validar o gol legal que está sendo tirando. Então, dá o gol para a gente que a gente não vai ter esse problema emocional”, afirmou.

“Não é ajudar. É só não tirar o gol legal, igual o gol do Pedrinho. Você está no clássico, faz gol, aí não vale. Está jogando final de Copa do Brasil, faz um gol, a torcida faz assim (para cima), depois murcha todo mundo. Normal, emocional, somos seres humanos”.

Mesmo assim, o técnico corintiano acabou de irritando com a insistência no tema.

“Pato novo não dá mergulho em fundo. Isso não é comigo. O meu é campo e bola”, disse, ao ser questionado sobre a expulsão de Araos.

“Não falo de arbitragem. O negativo você vem perguntar? É brincadeira, né? Mas é arbitragem, pô. Não falo de arbitragem. Você me perguntou se foi gol, se foi pênalti. Então, você está perguntando contra. A favor você não vai perguntar. Mas você não falou (do gol anulado), você veio perguntar do Araos. Eu não falo de arbitragem”, devolveu Jair.

Ao abordar a parte tática, aí sim Jair Ventura falou com gosto, e não escondeu o orgulho que sentiu de seus comandados depois da pressão que o Corinthians colocou em cima do São Paulo no segundo tempo, com um homem a menos em campo. O treinador acabou soltando até um palavrão.

“Posso falar palavrão? Não, né? Tem criança em casa, mas, porra, já falei, o time foi… entenderam, né? Você com um jogador a menos, finalizar sete vezes no seu adversário, em três ter a chance de outros gols, de ganhar a partida, então, só parabenizar os atletas”, avaliou.

“A gente sabia que tinha que defender, a gente viu uma mexida do outro lado, tirando um zagueiro e colocando o Éverton. Eles iam ficar mais ofensivos ainda, porque eles iniciaram com três volantes e três zagueiros. Então, a gente sabia que tinha que defender bem, mas também ter que chegar, porque senão a gente ia ser amassado. Por isso, a entrada do Thiaguinho. Não o Gabriel, de repente, para ficar mais defensivo, mas a gente ia ter mais dificuldade de sair. O Thiago tem mais essa característica, parecida com a situação do Araos, do box to box, de sair mais, e deu certo”, concluiu.

Confira outros trechos da coletiva de Jair Ventura

Análise
O Jadson fez muito bem o lado. Ele, que vem voltando de lesão, dois jogos sem jogar, acabou tendo dificuldade em sustentar, mais o Pedrinho também, porque você acaba correndo o dobrado quando você perde um companheiro. E eu fiquei feliz por essa situação: um jogador a menos, com essa estratégia, a gente fez duas linhas de quatro e o Romero como falso 9. Mesmo com um jogador a menos, criamos mais que o dobro do adversário, foi 7 a 3 em finalização. Então, o time não tem o que falar. Mas, uma pena pelo resultado”

Números gerais ruins à frente do Corinthians
“A gente vai enumerar, enumerar, enumerar e eu venho aqui e sou questionado pelos meus números baixos. Então é só a gente dar uma olhada no que vem acontecendo (referindo-se sobre arbitragem), mas eu não fujo da minha responsabilidade, como eu sempre falei. Por isso que eu me tornei treinador”

Melhor jogo no comando
“Entre as melhores. Por ter jogado com um a menos e por ser um clássico. Foi uma grande partida não só tática, mas também extremamente emocional”

Papel da torcida
“Fantástico! nossa torcida é um show à parte. Venho falando isso aqui, uma pena, 43 mil pessoas virem o espetáculo ser prejudicado. A gente sabe a dificuldade que é comprar ingresso, chegar, levar seus filhos, tem lance, estacionamento, filas, e chega aqui você vê tudo que aconteceu (referindo-se sobre arbitragem)”

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