Testemunhas afirmam que jovem morto não tentou tirar arma de PM

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Rafael, de 23 anos, participava de churrasco em família quando foi morto
Rafael, de 23 anos, participava de churrasco em família quando foi morto
Reprodução/Facebook

Duas testemunhas de uma abordagem da PM que resultou na morte de Rafael Aparecido Almeida de Souza, de 23 anos, no Jardim Nove de Julho, na zona leste de São Paulo, confirmaram em depoimento à Polícia Civil na última terça-feira (14) que a vítima não tentou pegar a arma do soldado Charles Henrique Godoi Pereira, 2ª Companhia do 38º BPM-M, conforme alegou o militar para justificar o disparo.

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Um rapaz e uma adolescente que presenciaram a ação, ocorrida no dia 4 de maio, foram ouvidos na 2ª Delegacia do DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa), responsável pela investigação do caso, registrado como “morte decorrente de intevenção policial”.

Ambos afirmam que Rafael estava a uma distância de 30 metros do policial militar e que o rapaz teria dito apenas “vem pra cá”, chamando o irmão e outro jovem que havia sido o alvo da abordagem — os dois já tinham sido liberados pelos PMs. Em seguida, o militar teria dito “aqui quem manda é nós” e atirado na direção do rapaz.

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“Os depoimentos demonstram que os PMs mentiram quando afirmaram que Rafael tentou retirar a arma de um deles. Os policiais tentaram justificar o que é injustificável,  a morte do jovem”, declarou o advogado Ariel de Castro Alves, conselheiro do Condepe (Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana), que acompanhou os depoimentos.

Outro lado

Em nota, a Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo informou que todas as circunstâncias relativas ao caso são investigadas pelo DHPP e pela PM, que instaurou um Inquérito Policial Militar (IPM). Os policiais envolvidos na ocorrência estão afastados das atividades operacionais.

Ouvidoria das Polícias

A Ouvidoria das Polícias de São Paulo também instaurou um procedimento para acompanhar a apuração do caso no DHPP e na Corregedoria da PM.

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