Em dia de greve, 26 estados e DF têm protestos e transporte afetado

Manifestantes protestam contra a Reforma da Previdência nesta sexta-feira
RAIMUNDO PACCÓ/FRAMEPHOTO/ESTADÃO CONTEÚDO

As cidades brasileiras que amanheceram com o transporte público em funcionando parcial, na manhã desta sexta-feira (14), em função da greve geral contra a Reforma da Previdência, enfrentam mais protestos durante a tarde. O sistema de transporte de quase todas as capitais operou com restrições. Além disso, manifestações interromperam a circulação de veículos em ruas e rodovias.

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O parecer da Reforma foi apresentado pelo relator, Samuel Moreira, na quinta-feira (13), em sessão na Comissão Especial da Reforma da Previdência. Abaixo, confira o impacto da paralisação em todos os estados do País

Região Norte

Na capital de Roraima, Boa Vista, o transporte opera normalmente na tarde desta sexta-feira (14). Os profissionais de educação realizam protestos pela cidade.

Em Porto Velho, Rondônia, o transporte público operou normalmente durante todo dia, assim como as agências bancárias. Apenas as aulas nas escolas públicas interromperam as atividades. A capital teve pontos de protestos e passeatas que ocorreram de forma pacífica.

Em Belém, na capital do Pará, há diversos pontos de protestos. Manifestantes saíram da avenida Presidente Vargas e seguem em direção para avenida Nazaré. Na parte da manhã, a paralisação dos ônibus afetou mais a população. As aulas foram suspensas também em função da greve dos professres.

Em Manaus, no Amazonas, segundo a Prefeitura, as escolas não pararam e as aulas não foram canceladas. Houve protestos pontuais, como um grupo de professores que fizeram um manifestação na sede do órgão.

Em Rio Branco, no Acre, as manifestações começaram na madrugada. Os manifestantes bloquearam a BR- 364 na região no distrito industrial para impedir que ônibus saíssem da garagem. O transporte público foi afetado na parte manhã. Os protestos seguiram para o centro da cidade na praça da Revolução. Os bancos encerram o expediente na parte da manhã.

Em Araguaína, município a 385 km de Palmas, no Tocantins, não há registros ocorrências no transporte público em função da greve. Algumas pequenas manifestações ocorrem nas universidades;

Região Nordeste 

Em Teresina, capítal do Piauí, o transporte público ficou paralisado das 8h às 12h. Algumas escolas e universidades aderiram à greve. O principal ponto de encontro de sindicalistas foram as praças da cidade.  Os protestos ocorrem de forma pacífica.

Em São Luís, capital do Maranhão, houve manifestação na BR-135, principal entrada e saída da cidade. Por volta das 9h, a rodovia foi liberada. O trânsito, porém, permaneceu até às 12h. O transporte público foi paralisado 98%, entre 4h 9h. Os protestos e paralisações devem continuar no período da tarde.

Em Pernambuco, ocorreram protestos em oito pontos do estado. Ônibus funcionou normalmente, mas tiveram reforço para as linhas que atendem aos bairros. A previsão é de que o metrô volte a funcionar às 17h.

Em Aracajú, Sergipe, o transporte público ficou parcialmente paralisado pela manhã. Cerca de 90% das escolas estaduais permaneceram fechadas, o equivalente a 135 mil alunos sem aula. Na rede municipal, apenas as creches funcionaram. A BR-101 chegou a ser interditada em dois pontos durante três horas, mas já foi liberada.

Em João Pessoa, Paraíba, os moradores enfrentam problemas no trânsito com ruas interditadas. Pneus estão foram queimados e os manifestantes usaram veículos para impedir a passagem de veículos.

Em Fortaleza, no Ceará, o transporte público foi o mais impactado do estado. As universidades federais não tiveram aula nesta sexta-feira. Os bancos funcionaram normalmente. Cerca de 100 mil pessoas foram às ruas em 57 cidades em todo estado.

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Em Maceió, no Alagoas, protestos em ruas e avenidas de Maceió impediram a circulação de veículos. Em Bebedouro, manifestantes fecharam a avenida Major Cícero de Góes Monteiro, até por volta das 8h. Há bloqueio na avenida Cachoeira do Meirim, na BR-424, em Pilar. Há previsão de protesto para a avenida Durval de Góes Monteiro.

Em Salvador, na Bahia, o metrô opera normalmente às 5h. Já os ônibus não operaram. Como a frota convencional não está nas ruas, a prefeitura de Salvador autorizou a circulação do transporte escolar e do sistema complementar. Os trens, que atuam no subúrbio ferroviário, assim como os ônibus, não estão circulando pela cidade. Há também bloqueio de avenidas importantes como a região da Rótula do Abacaxi e Acesso Norte.

No Rio Grande do Norte, a Prefeitura de Natal informou que todas as empresas estão com ônibus em circulação, mas com frota reduzida. Segundo a gestão municipal, o Sistema de Transporte Coletivo deve operar com no mínimo 30% da frota. Também será permitido que os veículos do serviço de transporte escolar, táxis, de transporte da região metropolitana e de turismo autorizados pelo Departamento de Estradas de Rodagens (DER) circulem no itinerário das linhas de ônibus.

Região Sul

Em Porto Alegre, Rio Grande Sul, o metrô não operou, mas os ônibus circulam normalmente. Houve bloqueio em rodovias, como os dois sentidos da ERS-122 entre Caxias do Sul e Farroupilha, na Serra. Em Pelotas, as manifestações começaram por volta das 4h e a previsão é de que haja protestos à tarde. 

Em Curitiba, no Paraná, ônibus bloquearam ruas e garagens de empresas de transportes durante a manhã. Segundo o Sindimoc (Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Ônibus de Curitiba e Região Metropolitana), 40% da frota amanheceu parada em Curitiba e 25% na Grande Curitiba.

Em Florianópolis, Santa Catarina, a prefeitura disponibilizou 300 veículos e micro-ônibus nesta sexta para auxiliar a população da cidade. Os carros saíram a partir das 5h30 dos bairros e percorreram as principais vias, parando nos pontos de ônibus. Em Blumenau, os corredores de ônibus, com exceção do contrafluxo da Rua Dois de Setembro, foram liberados aos demais veículos das 3h30 às 8h.

Região Sudeste

No centro de Vitória, no Espírito Santo, manifestantes interditaram o trânsito. Já na Terceira Ponte, duas vias foram fechadas logo no começo da manhã.

Em São Paulo, o sistema municipal de transporte operou com 100% das 1.207 linhas previstas e com 97% da frota de veículos em operação. O metrô circula com interrupção nas linhas 1-Azul, 2-Verde e 3-Vermelha. Pelo menos, quatro pontos da cidade registraram protestos. 

No Rio de Janeiro, segundo a Metrô Rio, as linhas 1, 2 e 4 do metrô carioca funcionaram normalmente na manhã desta sexta. Os trens da SuperVia também operam normalmente.

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Em Minas Gerais, o metrô de Belo Horizonte está totalmente parado. Além disso, algumas rodovias estão bloqueadas. Outros serviços estão funcionando parcialmente, entre eles escolas e hospitais, mas balanços ainda não foram divulgados oficialmente. A previsão de normalização é de 5h30 do sábado (15).

Região Centro Oeste

O metrô do Distrito Federal, de greve há 42 dias, está rodando com 70% dos trens em horário de pico e 30% fora dele. Por causa das dificuldades com os transportes, observa-se grande quantidade de veículos nas ruas, bem como o aumento de pequenos acidentes.

Em Cuiabá, no Mato Grosso, o transporte coletivo funciona normalmente, com 90% da frota em horário de pico e 70% no restante do tempo. Na área da educação, 19 das 81 escolas funcionam e 35 das 51 também estão abertas. As demais áreas funcionam normalmente.

Em Goiânia, em Goiás, não houve registro de tumulto. Pela amanhã um grupo de pessoas tentou impedir os ônibus de saírem da garagem.

Em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, ocorre uma manifestação no centro da cidade, mas os ônibus funcionam normalmente. Pela manhã, o transporte ficou paralisado. Bancos e escolas também fecharam. 

* Estagiário sob supervisão de Ingrid Alfaya

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