Greve contra a reforma atinge cidades do interior e litoral de SP

Motoristas fazem paralisação em Sorocaba
GERMANO SCHONFELDER/FUTURA PRESS/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

As principais cidades do interior e do litoral de São Paulo registraram manifestações contra a reforma da Previdência e o contingenciamento de verbas da educação, na manhã desta sexta-feira (14).

Carro fura bloqueio e atropela manifestantes em Niterói; assista

Em Sorocaba, integrantes de sindicatos e estudantes se concentraram na Praça Coronel Fernando Prestes e saíram em marcha pelas ruas, que ficaram fechadas para o trânsito. As agências bancárias da região central não abriram as portas.

Ao menos 50 escolas particulares aderiram à greve nesta sexta

Ao meio-dia, a cidade continuava totalmente sem transporte coletivo. A maioria das escolas estava sem aulas por adesão à greve ou porque os estudantes não conseguiram chegar.

Manifestantes no Largo do Rosário, em Campinas
DENNY CESARE/CÓDIGO19/ESTADÃO CONTEÚDO

Em Campinas, parte das agências do centro também não funcionaram principalmente na zona bancária da avenida Francisco Glicério e da rua Barão de Jaguara. Trabalhadores ligados às centrais sindicais e estudantes se concentraram, com faixas e bandeiras, no Largo do Rosário, na região central. Algumas ruas e avenidas foram bloqueadas durante as manifestações.

Em São José do Rio Preto, a concentração aconteceu em frente às entradas do Terminal Rodoviário. Em seguida, o grupo saiu em marcha por ruas e avenidas do centro.

Durante a passagem dos manifestantes, o trânsito ficou bloqueado. A Guarda Municipal e a cavalaria da Polícia Militar acompanharam as manifestações. Ao menos seis escolas não funcionaram.

Em São Carlos, parte dos funcionários da fábrica de motores da Volkswagen do Brasil paralisou as atividades. Estudantes da Universidade Federal de São Carlos (Ufscar) e da Universidade de São Paulo (USP) se reuniram na rodoviário e marcharam, com faixas e bandeiras, até o Mercado Municipal.

Em Rio Claro, houve bloqueios na saída dos ônibus fretados que transportam estudantes e algumas escolas suspenderam as aulas.

Em Bauru, mais de 70 escolas tiveram suspensão parcial das aulas. Agências bancárias não abriram na região central. Os manifestantes se concentraram em frente à Câmara Municipal.

Também houve manifestações em Piracicaba, Limeira, Votuporanga e Ourinhos.

Litoral

Manifestantes bloquearam os acessos à cidade e saíram em passeata pelas ruas da região do porto, em Santos, litoral paulista. Durante a caminhada até o centro da cidade, o trânsito foi desviado pela Polícia Militar.

Petroleiros que já estão em greve barraram a entrada de funcionários às unidades operacionais da Transpetro, no bairro Alemoa, e na refinaria Presidente Bernardes, em Cubatão.