SP: Veja como ficam transportes e serviços com greve desta sexta

Metroviários decidiram parar os braços durante todo o dia
Leonardo Benassatto/Futura Press/Estadão Conteúdo

Centrais sindicais de todo o País estão convocando para esta sexta-feira (14), uma greve geral, que deve afetar o funcionamento de serviços de transportes, escolas e órgãos públicos e privados. Confira o que terá funcionamento normal e o que ficará fechado neste dia de paralisação.

 Greve geral: Metrô para o dia todo e ônibus de madrugada nesta sexta

Rodízio municipal está mantido

A Prefeitura de São Paulo chegou a informar nesta quinta-feira (13), que o rodízio de veículos seria suspenso, mas divulgou nota às 17h09 voltando atrás em sua decisão. A administração Bruno Covas (PSDB) decidiu manter o rodízio e disse que vai monitorar a situação do trânsito durante todo o dia. Também está mantida a Zona Máxima de Restrição a Fretados e as regras de utilização da Zona Azul em toda a cidade de São Paulo.

Metrô

Apesar de Metrô, CPTM e SPTrans terem conseguido liminares para manter serviço de transpor, sindicatos confirmaram adesão à greve.

Poupatempo

A instituição estadual Poupatempo não sofrerá nenhuma alteração e funcionará normalmente, de acordo com a assessoria de comunicação do serviço.

Hospitais públicos

As secretarias municipal e estadual confirmaram que não haverá nenhuma alteração de funcionamento por causa da greve convocada.

Repartições municipais

A Prefeitura de São Paulo confirmou também que todas as repartições municipais estarão funcionando normalmente nesta sexta-feira, 14. O que vai ocorrer é um monitoramento dos locais para se saber se as pessoas conseguiram chegar aos respectivos postos de trabalho.

Transporte público

Apesar de Metrô, CPTM e SPTrans terem conseguido liminares para manter a operação de trens e ônibus durante a paralisação contra a reforma da Previdência, os sindicatos dos funcionários dos principais meios de transportes da capital paulista confirmaram adesão à greve.

A ViaQuatro e a ViaMobilidade, concessionárias responsáveis pela operação e manutenção das linhas 4-Amarela e 5-Lilás, respectivamente, informaram em nota que suas operações para o dia 14 de junho permanecem inalteradas.

Segundo a Secretaria de Transportes Metropolitanos (STM), a Justiça determinou que o Metrô mantenha 100% do quadro de funcionários nos horários de pico e 80% no restante do dia e na CPTM, 100% do quadro de servidores em todo o horário de operação.

Em entrevista à Rádio Eldorado, o secretário de Transportes Metropolitano do Estado de São Paulo, Alexandre Baldy, disse que em caso de descumprimento das liminares, os sindicatos das categorias serão multados.

Aplicativo de transporte

O aplicativo de transportes 99 disse que nesta sexta-feira, 14, “adotará medidas para amenizar possíveis impactos ao passageiro” como “definição de um teto no preço variável em cidades de todo o país” a fim de evitar preços atípicos. A Uber informou que não vai fazer nenhuma ação específica por causa da greve.

Escolas

Os sindicatos dos professores das redes de ensino municipal, estadual e particular decidiram aderir ao movimento. Ao menos 33 colégios particulares de São Paulo vão ter as atividades suspensas ou interrompidas parcialmente nesta sexta-feira, 14, em adesão à greve geral contra a reforma da Previdência. Em assembleia, professores e estudantes dessas unidades aprovaram a participação na paralisação.

Segundo o Sindicato dos Professores de São Paulo (Sinpro-SP), entre os colégios que já aprovaram a greve estão o Equipe, Oswald de Andrade, Notre Dame, Escola da Vila, São Domingos, Vera Cruz e Santa Cruz. Em alguns deles, as atividades só serão suspensas em um período ou para alguma etapa de ensino.

O Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino do Estado de São Paulo (Sieeesp), porém, repudiou a paralisação dos professores da rede particular e destacou que apoia a reforma da Previdência.

“Não somos favoráveis à referida paralisação. Assim orientamos a todas as escolas no Estado de São Paulo, que as atividades escolares transcorram normalmente no próximo dia 14, sem o abono às eventuais faltas ocorridas”, diz o sindicato em nota.

A adesão à greve geral foi decidida em assembleia da categoria no SinproSP, dia 1º de junho.

Bancos

De acordo com a presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro, Juvandia Moreira, os bancários já fizeram assembleia e aprovaram a paralisação. “Vão aderir massivamente, no Brasil inteiro”, diz.

O presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT), Ricardo Patah, que também é presidente da Sindicato dos Comerciários de São Paulo, afirmou que o setor dos comerciários também mantém a greve.