• 27 de setembro de 2021 5:27 pm

Quatro dos sete reservatórios que abastecem a Grande SP operam com menos da metade da capacidade

Guarapiranga registrou, na medição atualizada na manhã deste domingo, 49,9% de volume armazenado, e se juntou aos sistemas Cantareira, Alto Tietê e Rio Claro, que contabilizam níveis parecidos. Sabesp afirma que queda no nível das represas é esperada e reforça uso consciente da água.

Área próxima ao reservatório do Rio Jacareí, no Sistema Cantareira. Represa que é a principal fornecedora de água para a região metropolitana de São Paulo voltou a atingir nível crítico — Foto: TIAGO QUEIROZ/ESTADÃO CONTEÚDO

Quatro dos sete mananciais responsáveis pelo abastecimento de água de toda a região metropolitana de São Paulo tinham, neste domingo (22), menos da metade da capacidade armazenada, segundo dados da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). É a primeira vez que isso ocorre nesta época do ano, segundo a própria Sabesp.

Neste domingo, o Guarapiranga chegou a 49,9% de sua capacidade. Um dia antes, esse sistema operava com 50,3% de volume armazenado.

Com isso, de acordo com os dados da Sabesp, quatro dos sete mananciais da Grande São Paulo têm atualmente menos da metade de sua capacidade de armazenamento. Os outros três são os seguintes: Alto Tietê (45,8%), Rio Claro (43,7%) e Cantareira (38,3%). Este último, o mais importante deles, foi o único a registrar estado de alerta.

Represa do Guarapiranga é visto com nível baixo e com recuo, na região do Socorro, na cidade de São Paulo, SP, neste domingo (22). — Foto: RONALDO SILVA/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

O estado de alerta é caracterizado por volumes entre 30% e 39,9%. Para ser considerado normal, o volume de um reservatório tem de estar com pelo menos 60% de sua capacidade.

O sistema Cantareira armazenava, neste domingo, 376,58 bilhões de litros, 22% a menos do que um ano atrás (482,22 bilhões de litros).

A Sabesp disse em nota que “a queda no nível das represas é esperada e a projeção da Sabesp aponta níveis satisfatórios para os próximos meses, até 2022.” (Veja nota completa abaixo).

Crise hídrica: represa do Guarapiranga é visto com nível baixo e com recuo, na região do Socorro, na cidade de São Paulo, SP. neste domingo (22). — Foto: RONALDO SILVA/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

Primeira vez

Desde 2018, quando o sistema São Lourenço entrou em operação e a Grande São Paulo passou a contar com sete mananciais em seu conjunto de represas para abastecimento, essa é a primeira vez nesta época do ano em que quatro deles operam com menos da metade de sua capacidade.

No dia 22 de agosto de 2020, por exemplo, o Cantareira era o único com menos da metade do volume armazenado (49,1%). Mesmo assim, não se encontrava em estado de alerta.

Na mesma data de 2019, nenhum dos sete mananciais operava com menos de sua capacidade armazenada.

Em 2018, eram apenas dois: o Cantareira (38,3%) e o São Lourenço (29,7%), que, por sua vez, operava havia menos de cinco meses e, por esse motivo, ainda não estava plenamente abastecido.

Sabesp pede uso consciente

Leia, abaixo, a íntegra da nota enviada pela Sabesp:

“A Sabesp informa que, na estiagem, a queda no nível das represas é esperada e a projeção da Sabesp aponta níveis satisfatórios para os próximos meses, até 2022. Não há risco de desabastecimento neste momento na Região Metropolitana de São Paulo, mas a Companhia reforça a necessidade do uso consciente da água. O sistema de abastecimento da RMSP é integrado, o que permite transferências conforme a necessidade operacional.

O Sistema Integrado opera neste domingo (22/8) com 44,3% de sua capacidade total, nível similar aos 45,9% do mesmo dia de 2018, quando não houve problemas de abastecimento.

A Companhia vem realizando nos últimos anos ações que dão mais segurança hídrica e tornam o sistema mais resiliente, como a ampliação da infraestrutura, integração e transferência entre sistemas, além de campanhas de comunicação para o consumo consciente de água por parte da população. Medidas adicionais às que já são realizadas serão adotadas se necessário, levando em consideração as projeções da Companhia e o trabalho de acompanhamento da situação.”

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