Hong Kong aguarda greve geral e protestos contra lei de extradição

Multidão se reúne para protestos em Hong Kong
Multidão se reúne para protestos em Hong Kong

Thomas Peter / Reuters / 12.6.2019

Hong Kong se prepara para greves gerais na quarta-feira (11), depois que milhares de pessoas enfrentaram tempestades na madrugada para promover novos protestos contra uma proposta de lei de extradição que permite o envio de pessoas para serem julgadas na China.

A Chefe do Executivo, Carrie Lam, disse que seguiria adiante com a nova legislação apesar de profundos temores por amplas áreas do centro financeiro asiático que no domingo levaram às maiores manifestações políticas desde a cessão do comando do governo britânico para o chinês em 1997.

Outras milhares de pessoas de diversos setores de Hong Kong eram esperadas para se juntar aos manifestantes no início da quarta-feira enquanto empresas pela cidade se preparavam para entrar em greve.

O projeto, que gerou uma oposição ampla inédita interna e externamente, ainda será discutido em uma segunda roda de debates no Conselho Legislativo de 70 membros de Hong Kong. O congresso é controlado por uma maioria pró-Beijing.

“Quando o projeto de extradição de fugitivos for aprovado, Hong Kong se tornará uma ‘Hong Kong’ inútil”, disse Jimmy Sham, coordenador da Frente Civil de Direitos Humanos, a principal organizadora da manifestação de domingo.

“Estaremos afundados em um lugar onde investidores estrangeiros têm medo de investir e onde turistas têm medo de ir. A ‘Pérola do Oriente’ de outros tempos se tornará um nada.”

Lam buscou aliviar as preocupações do povo dizendo que seu governo estaria criando emendas adicionais ao projeto, incluindo salvaguardas de direitos humanos.

Em uma rara medida, importantes líderes empresariais alertaram que proceder rumo à lei de extradição poderia ferir a confiança do investidor em Hong Kong e erodir suas vantagens competitivas.