Autoridades do Chipre encontram corpo de 7ª vítima de serial killer

13 de junho de 2019 Off Por Clayton Lima
Serial killer confessou onde havia deixado o corpo
Serial killer confessou onde havia deixado o corpo
Katia Christodoulou/EFE – 4.6.2019

A polícia do Chipre encontrou nesta quarta-feira (12) em um lago nos arredores de Nicósia o corpo de uma menina de seis anos, a sétima vítima de um feminicida que confessou, após ser detido em abril, ter assassinado cinco mulheres e duas meninas entre 2016 e 2018.

Segundo o diretor do departamento de bombeiros, Marcos Trangolas, o corpo foi achado no lago Memi, na cidade de Mitsero, envolvido em um lençol e atado a um bloco de cimento, como o suposto autor destes crimes, Nikos Metaxas, ex-militar da Guarda Nacional, tinha indicado às autoridades.

Metaxas apontou este lago como o local onde se desfez do corpo da menina, filha de sua primeira vítima, que foi encontrada em um poço perto de tal lago, uma mulher de 30 anos de origem filipina.

Após achar o sétimo corpo hoje, a polícia conclui a operação de busca pelas mulheres que Metaxas confessou ter assassinado.

Nos próximos dias, o acusado será levado diante da Justiça para responder pelos crimes cometidos.

A partir da detenção de Metaxas no final de abril, a polícia conseguiu recuperar os corpos das vítimas, todas de origem estrangeira — romenas, filipinas e nepalesas —, que trabalhavam como empregadas domésticas no Chipre.

Todos os corpos foram achados — com exceção do primeiro, que foi fortuito e desencadeou a investigação — graças à confissão do assassino: dois em um lago, dois em um poço em uma mina abandonada, um em um poço em um campo de tiro e, por último, o corpo da menina achada hoje no lago Memi.

O caso deste suposto feminicida em série é o primeiro do tipo enfrentado pelas autoridades e pela sociedade cipriotas e, por isso, o país tem contado com o apoio de especialistas da polícia britânica.

Este caso causou comoção na sociedade cipriota assim como várias reações políticas e acusações de negligência das autoridades, já que algumas mulheres assassinadas tinham sido declaradas desaparecidas anos atrás sem que fosse iniciada uma investigação.

Isto motivou, no começo de maio, a renúncia do ministro de Justiça cipriota e a destituição do chefe de polícia.

Os parentes de duas vítimas — a mulher romena e sua filha de oito anos — anunciaram na segunda-feira sua intenção de iniciar ações legais contra a República do Chipre e contra Metaxas.