Turquia diz que tropas já mataram 109 milicianos curdos na Síria

Turquia diz que tropas já mataram 109 milicianos curdos na Síria

10 de outubro de 2019 Off Por Clayton Lima
Turquia invadiu noroeste da Síria na quarta-feira (9)
Turquia invadiu noroeste da Síria na quarta-feira (9)
REUTERS/Murad Sezer/10.09.2019

O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, anunciou que pelo menos 109 integrantes das milícias curdas foram mortos até o momento devido à invasão turca ao noroeste da Síria, que teve início na quarta-feira (9). 

Erdogan afirmou que desde o começo da operação as tropas turcas mataram 109 “terroristas” e feriram e prenderam vários membros das Unidades de Proteção do Povo (YPG), a milícia curda que foi aliada dos Estados Unidos na luta contra o grupo jihadista Estado Islâmico, mas que é considerada terrotista pela Turquia.

Ele ainda ameaçou nesta quinta-feira “abrir as portas” e enviar milhões de refugiados para países da UE (União Europeia) caso o bloco critique a ofensiva turca contra as milícias curdo-sírias e classifique o ataque como “invasão”.

“União Europeia, refaça o julgamento. Se definir a nossa operação como uma invasão, o nosso trabalho é fácil. Abrimos as portas e enviamos 3,6 milhões de refugiados a vocês”, alertou o político islâmico durante discurso em Ancara.

Erdogan acusou a UE de mentir e de não ter mantido a promessa de proporcionar ajuda econômica à Turquia. A reclamação se refere ao acordo fechado em 2016 pelo qual o governo turco aceitava controlar o fluxo de refugiados para a Europa em troca de suporte financeiro para atender os imigrantes no seu território.

O governante também denunciou que a União Europeia está há 40 anos dizendo que a Turquia poderá entrar no bloco.

Erdogan pediu aos integrantes da Otan, da qual a Turquia faz parte, e especialmente aos Estados Unidos, que apoiem o país na operação militar no norte da Síria contra as Unidades de Proteção do Povo (YPG), a milícia curda que foi apoiada pelos americanos na luta contra o grupo jihadista Estado Islâmico (EI), mas que é considerada terrorista por Ancara.

“Não aceitamos que optem por uma organização terrorista antes da Turquia”, criticou Erdogan.